PREÇO MÉDIO

É o nome dado ao ato de adicionar lotes a uma posição já existente. Existem alguns tipos de preço médio. Existe o preço médio a favor, ou seja, em que são adicionados lotes quando o preço está acima (abaixo) do preço de entrada na compra (venda). E também existe o preço médio contra, ou seja, quando são adicionados lotes em preços a preços mais baixos (altos) do que a entrada na compra (venda).

O preço médio não pode ser julgado como uma boa ou má estratégia isoladamente. É fato que existem vários estilos e/ou conceitos operacionais e alguns são bem diferentes entre si. Em alguns desses estilos, fazer preço médio é crucial para o sucesso. Já em outros estilos, como o nosso por exemplo, que é analise de fluxo de ordens e scalping, fazer preço médio é um perigo.

Estatisticamente, a maior parte das operações com preço médio dá certo, ou seja, conseguimos zerar o prejuízo ou reduzir bem a perda. Entretanto, as poucas vezes que não dá certo, ou seja, quando acaba a munição e ficamos passivos assistindo o mercado correr contra, os prejuízos costumam ser maiores do que todos os stops anteriores juntos.

Vamos dar um exemplo de preço médio no giro curto. Digamos que você comprou Dólar Futuro a R$ 2,285.00 por qualquer motivo objetivo[1]. Mesmo considerando variáveis objetivas, nem sempre o trade dá certo e isso faz parte da realidade do mercado. Nas vezes em que dá errado, os preços vão começar a cair, e como somos giradores, não deixamos o mercado correr muito contra. Em condições normais de mercado[2] vamos buscar “stopar” a R$ 2,284.50 ou R$ 2,284.00, ou seja, 1 ou 2 ticks contra. Se, por qualquer motivo, não “stoparmos” nesses níveis já estamos em situação desconfortável e basta o mercado correr, para nossa situação piorar muito.

Suponha que o mercado vai para 2.280 e permanecemos comprados (e “passivos”, ou seja, só assistindo o prejuízo aumentar). O ato de comprar a R$ 2,280.00 só porque o preço médio reduziria para R$ 2,282.50 é chamado de preço “médio”. Isso porque a compra a R$ 2,280.00 não foi objetiva, ou seja, se estivéssemos fora do mercado não compraríamos a 2.280. Repare que agora estamos com o dobro de lotes. A cada tick que o mercado dá contra, o prejuízo é dobrado.

Quer ver um exemplo:

Imagine uma situação em que você está comprado a R$ 2,285.00 e por qualquer motivo não “stopou” e o mercado vem para 2.280. É uma péssima situação, mas às vezes elas acontecem! Se a R$ 2,280.00 houver uma oportunidade objetiva, nós costumamos entrar na operação. Ainda que seja preço médio, pelo menos a segunda entrada tem uma razão lógica.

A grande sacada está em não fazer a conta de onde está o médio, para não “viesar” a sua cabeça em zerar somente quando o prejuízo for revertido. Suas saídas têm que ser condizentes com as oportunidades que o mercado está oferendo, e nunca em função de onde seu prejuízo será revertido. Lembre-se, o mercado não é teu adversário e por mais que você tenha perdido ele não te deve nada.

De fato, é uma estratégia que não vale a pena no giro (scalping). Por mais que você conserte algumas operações quando o stop escapa, no final das contas, nas vezes em que o mercado está em momento direcional, te faz entregar tudo que já ganhou ou ir mais além, entrar no prejuízo. Dessa forma, nós recomendamos travar a quantidade de lotes liberados para que não exista a possibilidade de fazer preço médio.


[1] Objetividade significa considerar variáveis com causalidade real sobre preço.

[2] Em ativos de fluxo, ou seja, com bastante lote em cada nível de preço e com volatilidade normal.

 

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