POR QUE O MERCADO NEM SEMPRE RESPEITA NÍVEIS DE PREÇO?

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Você já se perguntou por que algumas vezes o mercado respeita alguns níveis de preço, mas em outras ele parece “atropelar” aquela referência? Como um trader experiente consegue encarar essa possibilidade da melhor forma possível, isto é, sem receios?

Olá, eu sou o André Antunes e hoje eu quero desmistificar essa grande dúvida que assombra boa parte dos traders. A maioria dos que operam ativamente no mercado costumam traçar estratégias de rompimento em cima de pontos específicos do mercado, tais como suportes e resistências baseados em gráfico ou áreas de intensa negociação, máximas, mínimas, ajuste ou fechamento, ou ainda PTax, VWAP e o famoso “bola-bola” (preços terminados em 00).

É fato que esses níveis de preço, em condições normais de mercado, carregam um componente psicológico que tende a influir no mercado. Isso quer dizer que SIM, algumas vezes estaremos diante de um ponto importante, que pode gerar oportunidades de atuação, seja em seu rompimento ou na sua defesa.

Contudo, essa realidade pode levar o trader a desenvolver um raciocínio perigoso, que basicamente o faz confundir a causa com a consequência do movimento que o mercado apresentou.

O maior erro que vejo em quem costuma operar o rompimento desses pontos importantes é acreditar que todos eles têm a obrigação de trabalhar com perfeição, isto é, em respeito absoluto a esses níveis de preço (por exemplo: segura na primeira batida, trabalha mais um pouco, segura novamente, trabalha e quando rompe, buscará sem dificuldades a próxima referência).

Nem todos os que estão no mercado operam da mesma forma que você

Quem segue essa linha de raciocínio, no fundo está supondo que todos os demais players atuantes no mercado também operam dessa forma. E isto não é verdade, sobretudo se considerarmos aqueles com maior potencial de impacto sobre os preços: os Institucionais.

Esses grandes players pouco se importam com os suportes e resistências que você traça. Na verdade, a tomada de decisão deles é baseada em variáveis macro fundamentadas, em cima das quais eles traçam projeções e que não guardam relação alguma com o preço.

Portanto, a real causa do mercado subir/cair não é o rompimento de um nível de preço, mas sim a vontade ou a necessidade de um ou mais Institucionais comprar/vender naquele momento.

Sei que o que acabei de escrever pode parecer chocante, principalmente para quem é grafista, mas é a mais pura verdade. Pode ter certeza, leitor, que o motivo daquela impressionante alta ou baixa no mercado nada mais é do que a atuação de um desses grandes players, que tomou a de decisão de comprar/vender olhando uma variável a que ninguém, além dele próprio, tem acesso.

Mas André, eu entendo o que você está falando, mas em algumas situações, a movimentação que o mercado realiza acaba sim respeitando esses níveis de preço. O que você tem a dizer sobre isso?

Eu digo que é preciso relativizar, isto é, observar o contexto e a forma pela qual o mercado vem reagindo ao momento.

Como saber se o mercado respeitará ou não um determinado nível de preço?

Em minha opinião, há três as situações onde não faz sentido ficar olhando um nível preço:

  1. Divulgação de indicadores econômicos: toda vez que sai um indicador econômico importante, todos os participantes do mercado, principalmente os Institucionais, reavaliarão suas posições. E quanto mais discrepante o indicador for da média que o mercado esperava, maior será o ajuste que os players farão em suas posições. Logo, não adianta achar que os níveis de preço serão respeitados, já que o mercado como um todo estará precificando uma nova informação. Nessa situação, nada pode ser feito para impedir esse movimento.
  2. Surgimento de fato novo: trata-se de uma notícia nova, totalmente imprevisível, mas que causa impacto direto no mercado (ex: o ataque terrorista do 11 de setembro). Essas situações provocam o mesmo efeito descrito no item anterior.
  3. Fluxo atípico no mercado: são hipóteses onde um Institucional decide comprar/vender um lote muito grande, sem haver informação nova no mercado. Provavelmente esse player está olhando algo que, para nós, ainda é desconhecido e que o leva a fazer importantes ajustes em sua posição.

Em todas essas hipóteses, a grande vantagem de quem lê o mercado por meio do Tape Reading está na velocidade em reconhecer esse fato novo no mercado, pois se percebe claramente quando os players mudam o padrão de atuação e passam a negociar de forma atípica, isto é, muito diferente daquela com que vinham negociando.

Diante de todo o exposto, podemos concluir que é preciso cautela e observação durante o acompanhamento do mercado. Quando não há fato novo, o mercado tende sim a respeitar os níveis de preço já existentes. Entretanto, se houver fato (indicador discrepante, Breaking News ou fluxo atípico), ele não respeitará nada, porque estará reagindo a essa novidade, até estabelecer um novo ponto de equilíbrio.

Grande Abraço e Atitude Vencedora Sempre!
André Antunes

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