OPERAÇÃO ZÉ COM ZÉ

É o nome dado ao negócio realizado no mercado em que tanto o comprador quanto o vendedor eram o mesmo comitente, ou seja, o mesmo CPF ou mesmo CNPJ. O Zé com Zé pode ser feito através da mesma corretora, ou através de corretoras diferentes.

Até agosto de 2012, todos os negócios Zé com Zé eram cancelados ao final do dia. A bolsa reconhecia que o negócio era gerado pelo mesmo comitente e avisava as corretoras para cancelar tais negócios. Entretanto, a partir de agosto de 2012 a bolsa passou a considerar o Zé com Zé como negócio, ou seja, não mais cancela. Dessa forma, reduziu a burocracia e o trabalho dos back-offices de corretora e passou a taxar tais operações com cobrança normal de corretagem e todos os “custos bolsa”.

Obviamente a prática de Zé com Zé, não é legalizada e a bolsa costuma fiscalizar tais operações e eventualmente aplica punições.

Um ou outro Zé com Zé é até normal e nós mesmos acabamos fazendo, já que existem situações onde temos ordens penduradas e algumas vezes não dá tempo de cancelar tal ordem antes de agredir a fila. A Bolsa se preocupa especialmente com o Zé com Zé proposital para manipular o mercado, o que é prática constante em alguns mercados.

A maior parte dos players (inclusive os price makers) acompanham as negociações no mercado.

Obviamente um price maker possui um processo decisório macro fundamentado, ou seja, não toma decisão baseado somente nas informações geradas na tela, mas sim em variáveis econômicas. Mesmo estes players, também consideram oferta e demanda do mercado como um todo.

Em diversas ocasiões, algum player coloca diversos lotes na venda, por exemplo, para induzir o mercado a acreditar que tem compradores reais e acaba agredindo suas próprias ordens de venda, através de outra corretora. Quando lotes grandes na venda são consumidos nós telespectadores pressupomos que o agressor (comprador) pode carregar alguma informação superior ou simplesmente tem mais lote para agredir. Esse tipo de prática induz o mercado e é manipulação de preços, mas apesar da ilegalidade, ocorre com certa frequência.

 

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