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ETF

ETF é a sigla para Exchange Traded Funds, ou, em português, Fundos Negociados em Bolsa. Basicamente é um fundo de índices cujas cotas são comercializadas em Bolsa de Valores como se fossem ações. Em geral, o desempenho desse fundo vai estar atrelado a algum índice, como por exemplo o IBOVESPA, o índice das ações mais negociadas na B3.

Você adquire uma cota em um fundo desse tipo e ele passa a funcionar como porções de ações e títulos daquele índice. A vantagem é que você consegue comprar vários ativos, que individualmente seriam mais difíceis de adquirir, a preços menores. Lembrando que os ETF são fundos de gestão passiva, ou seja, seu desempenho não depende da competência do gestor do fundo, pois ele segue passivamente o resultado do índice ao qual está atrelado.

Digamos por exemplo que você aporte capital em um fundo ligado ao IBOVESPA. Se esse índice subir 5% em algumas semanas, o seu fundo também irá valorizar nessa mesma proporção. A mesma situação pode valer, por exemplo, para um índice como o SMLL, de small caps. Desnecessário dizer que as desvalorizações também lhe afetarão na mesma medida.

Uma das melhores características desse tipo de fundo é que sua liquidez é bastante alta, já que é negociado em Bolsa de Valores como qualquer outro ativo, o que abre as portas para oportunidades de trade, ainda que relativamente limitadas.

Vantagens e Desvantagens

Primeiramente, é interessante notar que estamos falando de um fundo facilmente acessível. É possível encontrar cotas que vão girar em torno de R$ 50,00 cada uma. Claro que é bem difícil começar comprando uma única cota, mas em cada uma delas você terá acesso a várias outras ações.

Normalmente, você pode adquirir as suas cotas utilizando o Home Broker, o que facilita bastante todo o trabalho envolvido. Outro ponto bastante interessante é que os proventos são usados para reinvestir nos fundos.

Por outro lado, infelizmente estamos falando de um fundo que terá sua parcela de imposto de renda nos mesmos moldes de um fundo tradicional, ou seja, pelo “come-cotas”, através do qual o administrador do fundo é obrigado a vender automaticamente cotas correspondentes ao percentual de imposto para pagá-lo, o que basicamente significa que você paga o imposto antecipado, e não somente no momento da venda e realização do lucro, como ocorre no caso da venda de uma ação comum.

Conclusão

          Os ETFs são uma maneira bastante interessante de fazer o seu dinheiro render mais, com relativamente pouca dor de cabeça. Já está comprovado que, a longo prazo, a Bolsa de Valores tende a ser o melhor investimento. Logo, se você retém sua cota, que, na prática, corresponde às principais ações da bolsa, é provável que você tenha uma apreciação de capital significativa ao longo do tempo.

          Para quem quer fazer trade, apesar de possível devido à liquidez, talvez não seja ainda a melhor opção de ativo disponível para operar no mercado. Os ETF’s na Bolsa brasileira ainda apresentam um pequeno volume de negociação, sendo, portanto, inviável para quem faz day trade, uma vez que o número de operações com chances reais de ganho tende a ser escasso no intraday.