DE QUANTO DINHEIRO PRECISO PARA COMEÇAR NO DAY TRADE?

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Uma das dúvidas mais comuns de todo aspirante a trader é a respeito da quantidade de dinheiro que será necessária para obter bons ganhos no day trade. Por isso, nesse artigo, iremos considerar alguns cenários e fatores que impactam diretamente a questão do capital necessário para começar no Day Trade.

            Embora muitas pessoas tenham expectativas completamente irreais no trade, não podemos esquecer que os ganhos serão sempre calculados em cima do capital aplicado. Dessa forma, começando com um montante menor, será preciso ter paciência até atingir um nível consistente de ganhos, que lhe permita viver somente do day trade. Apesar do incômodo inicial, essa meta é totalmente possível de ser atingida, desde que conte com planejamento e execução adequados.

Qual o capital mínimo para operar o Day Trade?

            Antes de explorarmos mais a fundo essa questão, convém fazer uma importante observação: não é do dia para a noite que um iniciante passa a viver de trade. Primeiramente, é preciso se dedicar a um processo, uma fase de aprendizado onde serão construídas as habilidades necessárias para ser um trader (operacional, analítica, gerencial e operacional). Somente quando chegar ao patamar 4D, isto é, quando já estiver fazendo consistentemente ao menos R$ 1.000,00/dia, é que possível dizer que o trader está apto a “viver de trade”.

            E isso não acontece do dia para a noite. A evolução tem que ser pouco a pouco, superando os obstáculos que encontrar pelo caminho, sempre com base no mérito. Pela nossa experiência, um bom parâmetro é a métrica 7 em 10 (7 dias de meta batida em 10 operados), pois assim você consegue subir o degrau financeiro usando o dinheiro que conquistou em seu dia a dia no mercado.

            Logo, é preciso aceitar que, no começo da jornada, você não conseguirá fazer resultados financeiros expressivos. O foco dessa primeira fase é o aprendizado. Você deve começar colocando o mínimo possível, algo em torno de R$ 1000,00/mês e ir aumentando o lote, de acordo com o mérito que for apresentando, conforme explicado anteriormente. Não caia na ilusão de que você vai viver de trade ganhando R$ 100,00, R$ 200,00 por dia. Se nisso é o que você acredita, provavelmente fazer trade na Bolsa não é a melhor opção para multiplicar seu capital.

            Tenha em mente que nesta fase você está aprendendo uma nova profissão e, como em qualquer outra atividade, os resultados podem demorar a aparecer. Assim, não conte com o resultado de suas operações para honrar suas despesas enquanto estiver na fase de aprendizado, ok?

            Para se ter uma ideia do tamanho da ilusão de quem acredita que, com um capital pequeno, conseguirá viver de trade, vamos agora falar dos custos envolvidos nas operações.

Esses custos têm um peso muito grande no início e, por esta razão, muitos traders chegam a desistir dessa jornada. Vejamos agora as principais despesas de um trader:

– Taxa de corretagem.

– Custo com plataformas de trading.

– Custo do aprendizado.

– Imposto de renda.

            Não são poucos, não é mesmo? Talvez só a taxa de corretagem já consuma grande parte dos lucros que você obtiver. Atualmente, as corretoras diminuíram bastante o valor desse tipo de cobrança, mas ainda assim ela continua sendo uma despesa que impacta e muito o resultado do dia.

Dependendo do ativo que escolha operar, é possível encontrar corretoras que oferecem “taxa zero”, mas em muitos casos é você quem paga esse custo e de uma forma bem pior: lidando com lentidão e “tilt” nas plataformas de negociação por elas oferecidas, que podem lhe trazer muitos transtornos e prejuízos, sem contar, é claro, o estresse e o desgaste emocional envolvidos, com potencial para gerar um ciclo vicioso de sucessivas perdas.

            Portanto, é difícil se livrar totalmente da taxa de corretagem. Um caminho mais acessível são os planos oferecidos para traders ativos que, por conta do maior número de ordens que executam, podem ter um bom desconto no valor final da corretagem cobrada. Contudo, em se tratando de um capital pequeno, mesmo uma taxa de corretagem mais amena pode acabar representando até metade do lucro de cada operação vencedora que você tiver, ou, em se tratando de operações perdedoras, ampliar potencialmente o prejuízo decorrente delas.

            O custo com plataformas de trading também é um fator a ser considerado no planejamento financeiro do aspirante a trader. Muitas das plataformas que oferecem as ferramentas imprescindíveis para o trading (book de oferta, livro de preços e histórico de negócios) têm um custo que varia entre 50 a 400 reais mensais. Esse valor pode ser significativo para quem já não tem muito capital disponível, e acabar corroendo ainda mais os ganhos.

            O custo do aprendizado é o custo de oportunidade que o trading possui. Esse montante pode ser considerado como aquele que você deixa de ganhar por estar se empenhando em aprender uma nova profissão. Como dito anteriormente, é bem provável que você não tenha resultados positivos nos primeiros meses. Além do que estivesse perdendo, há de se considerar o que você deixaria de ganhar trabalhando com outra atividade.

            A melhor forma de atenuar esse custo é iniciar no trading por meio de um simulador, pois assim você mitiga o risco financeiro, já que não haverá dinheiro envolvido. Além disso, operar em ambiente simulado te deixa mais preparado para lidar com um elemento a mais de dificuldade, encontrado apenas na conta real: o fator emocional.

            Operando corretamente no simulador, o fator emocional tende a ser mitigado quando você partir para a conta real. Porque se você tiver mérito no simulador, pelo menos em relação à confiança você se sente bem, pois terá a convicção de que opera certo e necessita apenas gerenciar a ansiedade de lidar com o dinheiro envolvido nas operações.

E mesmo iniciando do jeito certo, no simulador, é muito comum um trader iniciante ter um desempenho um pouco pior quando migra para a conta real. Essas perdas devem ser consideradas como parte que integra o custo de aprendizado, o que prolongará ainda mais o tempo que você levará para atingir a consistência na conta real.

            Por fim, ainda há a questão do imposto de renda que você pagará sobre os seus ganhos. O day trade possui uma alíquota maior, de 20%, diferente das demais operações em Bolsa, cuja incidência é 15%. Naturalmente, essa diferença de 5% acaba impactando ainda mais o resultado final, tendo em vista todas as demais despesas.

Quero começar, mas tenho pouco dinheiro. O que fazer?

            É difícil estabelecer um valor exato para iniciar no trading, mas como um bom norte, consideramos que o “melhor dos mundos” é você ter um equivalente a 1 ano de despesas pagas e mais uns R$ 15.000,00 disponíveis integralmente para o day trade.

Da mesma forma que um empresário não deve misturar a conta da empresa com a conta pessoal, o mesmo você deve fazer com o trading. Nesse sentido, separe sua Conta Pessoal da Conta Day Trade. Esses valores não devem, em nenhuma hipótese, se comunicar.

Fora isso, conforme falamos exaustivamente ao longo desse artigo, não coloque no day trade mais dinheiro do que o que você realmente pode. Tenha em mente que se utilizar o dinheiro separado para outras necessidades, você aumentará exponencialmente sua pressão emocional e, consequentemente, as chances de tomar decisões erradas e quebrar a conta em tempo recorde.

            Se ainda não estiver financeiramente preparado, a curto prazo, o melhor caminho a seguir é melhorar a sua organização financeira, acumular capital e cortar gastos dispensáveis, até que você junte o valor necessário para dar início a essa jornada. Nesse meio tempo, também é válido aprender tudo o que você puder sobre day trade e praticar em uma boa plataforma gratuita, como o Scalper Drills, nossa ferramenta prática de leitura de tela orientada, que traz cenários reais de negociações realizadas no mercado.