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Certa vez, em um evento ao vivo da Scalper, encontrei um trader já consistente, com mais de 15 anos de mercado, que havia passado por uma fase ruim e agora estava novamente melhorando seus resultados.  Perguntei a ele que tipo de ajuste ele implementou e ele respondeu que estava passando por um processo de coaching.

Achei interessante a solução que ele buscou e pedi que me desse um exemplo de algum exercício que a coach tinha passado para ele. E assim ele fez: “imagina que você está em um rio, sob influência de uma forte correnteza, e tem momentos em que você está no meio desse rio e em outros você está em sua margem. Quando você está no meio dele, sofrerá grande pressão: troncos passam junto de você, a água te puxa para baixo, você nada, nada e nada, mas não sai do lugar, não ouve nada. Você luta para se manter vivo, mas continua ali, no meio do rio”. 

“Agora, quando você está na margem, você consegue nadar tranquilamente, ali não tem sujeira, não tem tronco, a correnteza é fraca. Você consegue olhar, analisar e aproveitar o melhor da experiência. No mercado é a mesma coisa: saia do meio do rio e venha para margem do seu trade”.

Se colocando na margem do rio (trade)

Há momentos em nossa jornada que nos comportamos como se estivéssemos no meio do rio, bem no ponto onde a correnteza faz os maiores estragos. São momentos onde tomamos pauladas de todos os lados, mas continuamos fazendo operações. 

Entenda uma coisa: o problema não é a forte correnteza do mercado, mas sim a condição em que você se coloca para operar.

Quando você se coloca na condição de estar na margem, que é a de olhar o mercado sem expectativa alguma, você passa a ter mais consciência do que está fazendo. Suas operações passam a ser mais estratégicas e condizentes com o aquilo que o mercado vem apresentando.

Pela experiência que já acumulei em anos de atuação no mercado, consigo operar mais de um cenário condicional no dia, ora atuando a favor da correnteza, ora atuando contra. Apesar da diferença no operacional, há um ponto em comum nessas situações: a presença de parceiro.

Parceiro é aquele player que tem lote suficiente para fazer o mercado subir ou cair. Na verdade, ele não tem essa intenção, mas como a quantidade de lotes que ele tem para executar é maior que a ofertada, ele precisará consumir a liquidez de 1, 2, 3, 10, 20 níveis de preço. E é por isso que ele movimenta o mercado, como ele não encontra contraparte para a demanda que tem, ele é obrigado a pagar mais caro até completar o lote que necessita. O mesmo vale para venda: ele terá que vendar a preços cada vez mais baixos, até completar o lote que necessita.

Operar na margem é operar com parceiro

Em analogia à hipótese trabalhada pela coaching, podemos dizer que operar sem parceiro é o mesmo que operar no meio da correnteza do rio. Por quê? Porque toda hora você estará exposto a um movimento brusco do mercado. 

Em contrapartida, quando você opera na entrada do parceiro, você está operando na margem. Nada é certo no mercado, mas a presença dele aumenta e muito as chances de acerto da operação. E mesmo se ela der errado, você ainda tem a possibilidade de stopar curto, porque é bem provável que a atuação dele “segure” o mercado (se você, por exemplo, comprou e o preço começou a cair, perceberá, na origem do movimento, que está errado).

Um bom exemplo para esta situação é o operacional de rompimento. Imagine uma faixa de preço onde o mercado teve uma briga forte, com os players trocando muitos lotes, em vários níveis de preço (não precisa ser em um só, na verdade, em vários é até melhor). Quando o mercado rompe esta faixa, se o rompimento se deu com um ritmo de negociação mais intenso do que aquele que o mercado vinha negociando, é um indício muito forte da presença de parceiro(s) atuando a favor do movimento. Além disso, nessa situação, você aumenta consideravelmente as chances de a operação dar certo.

Essa é a grande vantagem deste tipo de abordagem: você executará suas operações sempre levando em conta o que os demais players estão fazendo naquele momento. Isto é, você estará focado no momento presente, e não tentando adivinhar o futuro.

Bem, acredito que há inúmeras situações no mercado onde poderíamos aplicar perfeitamente essa analogia do rio, mas, certamente, a que melhor se encaixa é a presença ou não de parceiro em nossas operações. Se a compreensão do conteúdo de hoje te pareceu muito abstrata, procure ler os artigos anteriores, em especial os que tratam de leitura de mercado, pois eles contribuirão e muito para que você tenha um melhor entendimento do assunto. Por ora, a sacada que gostaria de passar é essa: opere sempre na margem, isto é, protegido pela atuação de um parceiro. 

Espero que tenha curtido mais este artigo. Aplique estas dicas e observe o ganho de evolução que o seu operacional experimentará.

Grande Abraço e Atitude Vencedora Sempre!
André Antunes

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