COM QUANTOS PONTOS DEVO STOPAR UMA POSIÇÃO?

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Quando decidimos nos profissionalizar no trading, um ponto crucial para o nosso desenvolvimento, seja você adepto do Tape Reading (análise de fluxo de ordens) ou da análise gráfica, é a necessidade de interromper uma operação, ainda que no prejuízo, quando o mercado vir de encontro a sua posição.

Stopar uma posição, ainda mais nos primeiros meses como trader, nem sempre é fácil. Porque muitas vezes há uma carga emocional negativa envolvida, seja pela perda financeira que o stop acarreta, seja pela sensação ruim de estar se esforçando e não conseguir resultados consistentes.

Conheço bem ambas as sensações e acredite: passei pelas mesmas dificuldades no início da minha jornada. Aliás, talvez até mais. Além da pressão por resultados satisfatórios, tinha de lidar com o fato de ter perdido meu emprego como gerente de TI, não ter uma fonte de receita mensal e ainda ter de arcar todo mês com o custo fixo de um pacote de corretagem de valor bem expressivo. Essas eram as condições que tive de encarar no meu início como trader autônomo.

Pois bem, quando estava operando uma das dúvidas que mais me incomodava era definir uma quantidade de pontos para stopar um posição sempre que o mercado voltasse contra ela. Perceba que eu estava atrás de um parâmetro objetivo e uniforme, algo que “startasse” em minha mente um instinto de reação automático que me fizesse simplesmente interromper o trade perdedor.

 Sempre que parava para almoçar ou tomar um café, eu aproveitava a oportunidade que tinha e perguntava para traders já consistentes (com 5, 10,15 ou 20 anos de mercado) com quantos pontos eles stopavam suas operações. Minha intenção era encontrar essa solução objetiva valendo-me da experiência desses profissionais e acoplá-la ao meu operacional. Imaginava que desta forma logo estaria “voando” no mercado.

A dura realidade de ouvir aquilo que precisava, não o que queria

Por melhor que fosse minha intenção, a verdade é que a cada resposta que recebia, mais angustiado eu ficava. Ao invés de obter uma resposta objetiva, esses traders me davam respostas vagas, muitas delas resumidas a um único “depende”.

Com a corda no pescoço e sem ter para onde correr, continuei operando e aos poucos fui compreendendo a razão de obter essa resposta. Mais do que isso: passei a ter convicção de que ela era absolutamente coerente.

A verdade é que não há atalhos no mercado. Para aqueles que optam por desenvolver o operacional com base nas premissas do Tape Reading, essa realidade é ainda mais expressiva.

Não há como padronizar os movimentos que o mercado realiza. Demorei a entender isso, mas foi a partir daí que minha evolução começou de verdade. Quando compreendi que a razão para uma alta (ou baixa) na cotação do ativo estava no fato de os demais participantes do mercado aceitarem comprá-lo a preços cada vez mais caros, ou vendê-lo cada vez mais barato, o jogo começou a virar.

Motivos diferentes, stops diferentes

Quando passei a considerar o comportamento dos demais players na hora de abrir uma posição no mercado, passei a aceitar que os motivos dessa decisão também podiam ser diferentes. Por exemplo: se estou fazendo um trade de escora, não faz sentido eu stopar com mais de 0,5 ponto, porque minha proteção já mostrou-se frágil. Da mesma forma, se eu entrei em uma inversão de fluxo, mas o preço continua vindo contra a minha posição, não faz sentido algum permanecer na operação porque o mercado já está mostrando claramente que o fluxo direcional não foi interrompido.

Resumindo: se os motivadores dos meus trades são distintos, meus stops também serão, pois não há como dar o mesmo tratamento para algo que se distingue já na origem. Nesse sentido, cenários condicionais diferentes apresentarão stops igualmente diferentes.

Definindo o stop no Tape Reading

A grande vantagem de quem se aprofunda na análise de fluxo de ordens está na aceitação desta realidade com mais naturalidade. Quando você compreende que a atuação de cada participante torna aquele momento único no mercado, você deixa de procurar soluções e passa a aceitar que tudo pode acontecer. É isso que chamamos de aceitar o risco de operar.

Falando especificamente do stop no Tape Reading, nós stopamos por dois motivos: 1) o mercado não se comportou como imaginávamos e, por isso, não faz sentido manter a operação (stop objetivo); e 2) o preço, mesmo sem grandes negociações, continua vindo contra a sua posição, o que aumenta substancialmente o risco do trade caso decida esperar por uma definição do mercado (stop por diferencial de preço).

Definir seus passos no mercado com base no que os demais players estão fazendo te faz interromper um trade perdedor em um prejuízo muito menor, porque a análise de fluxo de ordens melhora consideravelmente o timing do trader perante o mercado. Sua avaliação a respeito do comportamento do mercado passa a ser quase que instantânea: você enxerga de imediato se o cenário continua favorável ou se houve algum evento que mudou consideravelmente as condições de antes.

Este é apenas mais um motivo pelo qual defendo que você se aprofunde no estudo da Análise de Fluxo de Ordens. Se é isso que você quer, pode se inscrever em algum dos nossos cursos gratuitos de Introdução ao Tape Reading, neles trabalhamos com maior profundidade os assuntos aqui tratados. 

Acredito que este artigo já tenha um bom conteúdo para você refletir e repensar em seu operacional. Por hora, fico por aqui, mas não deixe de compartilhar sua opinião e considerações sobre o tema proposto. Esse feedback é de fundamental importância para continuarmos nossa missão e gerar cada vez mais conteúdo de qualidade àqueles que desejam vencer no mercado.

Grande Abraço e Atitude Vencedora Sempre!
André Antunes

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