ARBITRAGEM

A palavra arbitragem, quando aplicada ao mercado financeiro, significa uma operação de compra e venda de ativos (ou bens negociáveis) realizada com intuito de obter ganhos através da diferença de preços deste ativo, negociado em dois mercados.

Existem alguns tipos de arbitragem:

– Arbitragem cambial: Compra e venda de uma mesma moeda em mercados diferentes, com objetivo de lucrar com a eventual diferença de preço entre elas, por condições específicas de mercado.

– Arbitragem de equities: é uma operação que consiste na compra e venda de um mesmo ativo (uma ação, por exemplo), mas negociados em bolsas diferentes.

– Arbitragem à vista contra a prazo: é uma operação com objetivo de lucrar com a  diferença entre o preço à vista de um ativo e o preço a prazo deste mesmo ativo. Uma operação muito conhecida e que se enquadra nessa categoria é o cash & carry entre a carteira do Ibovespa e o Índice Futuro. Nesta operação os players costumam comprar todos os ativos na mesma proporção do Ibovespa e vender Índice Futuro, a fim de capturar os juros embutidos na precificação do futuro.

– Arbitragem contra ativos sintéticos: da mesma forma como qualquer arbitragem, em que o objetivo é capturar diferença de preço entre os ativos em mercados diferentes. Nos ativos sintéticos a única diferença é que um ativo pode ser replicado ora por uma cesta, ora por um ETF, ora por um contrato mini e etc.

Abaixo segue exemplo de uma arbitragem sem risco entre o Índice Futuro e seu contrato mini. Repare no Book de Ofertas do mini que alguém paga 25 contratos a 54.200. Este arbitrador só paga 54.200 porque sabe que se comprar (for agredido), pode vender (agredir) o contrato padrão a 54.210 e ficar com 10 pontos.

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Repare no próximo print que este arbitrador foi agredido e comprou 25 lotes do mini a 54.200.

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Para que a arbitragem seja realizada, este player tem que vender 5 lotes do padrão a 54.210 (agredindo). É o que ocorre no print a seguir, repare que a execução ocorre no mesmo segundo (porém, com milissegundos de diferença).

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A operação de arbitragem em teoria não possui risco, ou seja, uma vez realizada a operação (compra e venda do mesmo ativo em mercados diferentes) o ganho ou prejuízo já está auferido ou pré-determinado. Isso quer dizer que, em teoria, não há risco de exposição direcional a partir do momento em que a arbitragem foi feita.

Muitos confundem operações de long & short, especialmente as de ON contra PN, com arbitragem. Nesse tipo de operação, há sim risco dos preços oscilarem, uma vez que cada classe de ações é influenciada por fatores fundamentais como tag along, política de distribuição de dividendos, etc. Dessa forma, só é considerado arbitragem quando o risco de exposição é zero a partir do momento da compra e venda do ativo.

As arbitragens estão cada vez mais escassas devido à forte presença de algoritmos que identificam e capturam tais oportunidades na casa dos microssegundos. Quanto mais rápido, maior a probabilidade de ganhos nas arbitragens, portanto a briga pelas oportunidades de arbitragem se tornou há tempos uma briga tecnológica, atraindo cada vez mais programadores para o mercado.

 

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