Afinal, Existem Padrões No Mercado?

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Olá, eu sou o André Antunes e se você leu o título do artigo de hoje, sabe que se trata de um tema de muita polêmica.

Primeiramente, quero ressaltar que não é minha intenção ser o dono da verdade e nem farei críticas a quem pensa diferente. Apenas irei expor dois pontos de vista distintos e, ao final, também darei minha opinião.

Apesar de nos dias atuais o Tape Reading ser mais difundido, é notório que o mercado de trading de varejo ainda é, em sua maioria, composto por adeptos da Análise Gráfica. Logo, para este público, é óbvio que a resposta sobre a existência ou não de padrões no mercado é afirmativa, até pela natureza do operacional desses traders. Para o grafista, toda a sua tomada de decisão parte do princípio de que o mercado repete padrões de comportamento passados e o objetivo é identificar e operar esses padrões.

Contudo, para outro público, que para mim é o mais importante grupo de participantes do mercado, os Institucionais, a existência de padrões não passa de um mito, já que os participantes vão ao mercado em busca dos ativos que mais ofereçam segurança e lucratividade dentro da perspectiva do cenário econômico atual.

E como a macroeconomia está sempre mudando, as variáveis nunca são as mesmas.  Portanto, não há que se falar em padrões, uma vez que a variável que leva os players a atuarem no mercado (o cenário macroeconômico) está sempre mudando.

E afinal, qual grupo tem razão? Qual o lado mais próximo da verdade?

Não existe padrão de preço


Quando analisamos os argumentos de ambos os grupos, isto é, Grafistas e Institucionais, notamos que o discurso sobre a existência ou não de padrões no mercado diz respeito ao padrão de preço.

Nesse caso, me parece que as explicações dos Institucionais são mais coerentes com a realidade que o mercado apresenta. Logo, podemos afirmar com propriedade que não há padrão de preço no mercado, pois é impossível determinar previamente como o preço se comportará ao chegar a determinados patamares. E o que fundamenta essa afirmação?

Bem, o preço nada mais é do que o retrato da análise de valor que os players atuantes no mercado (Institucionais e Pessoas Físicas) realizam a respeito de um determinado ativo. Quanto mais valor aquele ativo tiver, maior será seu preço de aquisição e o contrário também é verdadeiro.

Ainda assim, essa análise de valor do ativo é algo subjetivo e varia de player para player. É justamente essa divergência de opinião que causa volatilidade nos preços. E essa análise não é feita de forma aleatória. Ela é traçada em cima dos fundamentos macroeconômicos, nos quais o ativo está inserido.

Ora, se a economia está sempre mudando e o preço é a representação da análise de valor de um determinado cenário macroeconômico, é impossível cravar um padrão em determinado nível de preço, porque ele é a consequência, não a causa de uma análise.

Para haver padrão de preço, o mercado teria que se comportar da mesma forma em 100% das vezes que atingisse um determinado patamar. E é óbvio que isso não ocorre, porque o cenário macroeconômico está sempre mudando, forçando os players a reavaliarem suas posições.

Padrão de atuação: uma realidade pouco aparente


Em outros artigos expliquei detalhadamente que a causa de uma alta/baixa no mercado é simplesmente a atuação persistente de um ou mais Institucionais. Esse grupo de participantes tem o que chamamos de energia potencial, ou seja, o lote que eles executam no mercado é tão grande, mas tão grande que eles não conseguem encontrar contraparte no mercado. Sendo assim, eles aceitam comprar/vender em mais de um nível de preço, deslocando a cotação do ativo a novos níveis de preço.

Atualmente, a maioria dos Institucionais usa algoritmos low frequency para executar suas ordens de compra/venda no mercado. Contudo, antes de efetivamente iniciar a montagem de sua posição, o gestor dessa Tesouraria ou Asset percorre uma etapa anterior, que consiste em definir uma estratégia de execução de ordens que cause o menor impacto possível no mercado (caso contrário, os demais participantes notarão sua urgência e o farão comprar/vender a preços muito piores que o previsto inicialmente, piorando e muito o preço médio de execução da posição).

Diferentemente da avaliação de cenário macroeconômico, uma estratégia de execução de ordens leva em conta parâmetros de mercado mais constantes, como a quantidade de lotes disponíveis na tela (essa é uma variável que não muda de uma hora para outra, é preciso haver uma mudança ou piora significativa no cenário macroeconômico).

Pelo fato de lidar com variáveis menos suscetíveis a mudanças, não é sempre que um grande player altera sua estratégia de execução, fato este que o leva a atuar mais de uma vez seguindo os mesmos critérios. Logo, podemos falar em padrão de atuação no mercado.

Como são os Institucionais os responsáveis por um grande movimento no mercado, atualmente meu operacional está 100% focado em identificar a presença desses players e me aproveitar do deslocamento de preço por eles gerado. Foi por isso que optei pelo Tape Reading, pois é o único método de leitura de mercado que torna possível reconhecer padrões de atuação.

Bem, espero que possa ter contribuído um pouco mais para esse intenso debate sobre a existência ou não de padrões no mercado. Mais do que estar certo, é fundamental fazer você, leitor, refletir sobre suas crenças, sem que essa reflexão se distancie da realidade do mercado. Esse foi o grande objetivo deste artigo e acredito que agora você tenha elementos suficientes para formar uma opinião mais assertiva.

Grande Abraço e Atitude Vencedora Sempre!
André Antunes

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